" Viver é a coisa mais rara do Mundo. A maioria das pessoas apenas existe " Oscar Wilde
22 de Junho de 2016

Caros leitores,

Neste Tempo de incertezas fundamentais relativas ao denominado " projecto Europeu", parece-me importante dar um humilde contributo para reflexão.

Há algum tempo atrás falou-se no Grexit, hoje assitimos à possibilidade do Brexit.

Se no primeiro caso - Grexit - eram os ditadores desta Europa mediocre e pequena a tentarem " varrer a casa" de um parente que sempre foi pedinte, agora, a perspectiva do Brexit nada mais é que os independentistas ingleses a jogarem um velho e conhecido jogo histórico.

O Primeiro Ministro inglês, no passado recente, para obter um confortável apoio eleitoral, prometeu um referendo sobre a saída do reino Unido do " projecto Europeu". Esta aparente jogada politica brilhante, nada mais foi, e é, que uma vil e triste tenataiva de um Primeiro Ministro Conservador, pobre de espirito, politicamente incapaz e sem a necessária sagacidade e perspectiva de futuro que é exigida a qualquer aspirante a líder.

Cameron, com base nesta chantagem de " Referendo", negociou importantes acordos com a Comissão Europeia, onde, por via de chantagem, obteve aquilo que a História comprovadamente nos ensina sobre o pensamento diplomático de domínio Inglês, assente numa ímpia triologia de chantagem, de duplicidade negocial e de uma aplicação de tudo vale tendo em conta os resultados.

Neste "projecto Europeu", onde o Reino Unido aderiu após ter constatado o fracasso da sua mediocre criação da zona EFTA, foi diminuindo na sua essência criativa, que deu origem à velha, mas politicamente brilhante " Comunidade Europeia do carvão e do Aço", que teve na figura de Jean Monnet um dos seus mentores e na famosa Declaração  Schuman.

O " projecto Europeu" foi sendo construído, com base no pensamento estratégico de longo alcance de homens - aliàs Estadistas - como Jacques Delors, François Mitterrand e Helmut Koll, contudo, sempre teve do seu âmago um cancro.

Uma crescente máquina adminsitrativa, sem rosto nem nomes, que, para além de servirem como " lar de reforma" a politicos retirados, era e é também, uma impessoal máquina de criação e manutenção de poderes sem escrútínio nem sujeitos ao democrático e essencial sufrágio popular directo. Um " projecto Europeu" que, na sua essência democrática de união politica e económica dos povos da Europa, teve como um dos seus mais importantes passos, as suas primeiras eleições democráticas directas para o Parlamento Europeu em Junho de 1979, foi vendo, ao longo dos anos, transformar a ideia criadora inicial, num projecto de reforma dourada para velhos e acabados políticos, numa cresce dourada para "jotinhas" sem formação outra que o acto do " lambe botas", pseudo eurodeputados em férias de luxo e um sempre crescente número de funcionários adminsitrativos, sem rosto nem cultura democrática que se limitam a aplicar regras cegas, sem sentido na maioria dos casos e com regalias adstrictas às suas funções muito acima do que seria correcto uma Europa em crise económico financeira e industrial poder pagar!

A tudo isto convem ainda mencionar que , deste inicial " projecto Europeu", criado com base em Princípios e Valores com os quais o autor deste humilde texto se revê e partilha, celulas cancerigenas sempre estiveram à espreita. Recordemos a imposição Grega em , somente aceitar á adesão de Portugal e Espanha ao " projecto Europeu" - CEE naqueles tempos, se lhes fosse conferido um susbtancial alargamento dos fundos!

Nos tempso mais recentes, temos um " projecto Europeu" governando por uma ex lider politica faccionária, que, em resultado da queda do Muro de Berlim, tomou as redeas do poder numa Alemanha, que sendo um dos principais motores desta Europa Económico Industrial, fez sobressair o revanchismo de tempos sem memória e de pensamentos de domínio que a História nos ensina como Ditaduras!

Por outro lado, Portugal, Espanha, entre outros - que não os Gregos que sempre na sua História moderna viram oportunidades para saquear e viver por conta dos outros! - não souberam nem quiseram optar por aceitar o desafio do Mercado Comum, modernizando-se, adaptando-se e crescendo na sua forma de criar e gerir riqueza nacional. O resultado, como todos nós percebemos e tristemente constatamos é uma Europa com diversas velocidades, a ser desfeita e cada vez mais distante do seu incial conceito, com crescentes tensões de natureza económico financeira, e pela inqualificável incapacidade de entendimento e partilha que é devido por todos os seus Estados membros. O conceito de adesão ao " projecto Europeu" significava na sua básica essência a partilha de recursos, com base no entendimento das dificuladades dos Estados momentaneamente menos capazes mas que, deveria e queriam evoluir e crsecer. Nestes Tempos, temos uma Europa de Estados pedintes e uma Europa de esgotados Estados doadores, pelo meio, Estados membros como o Reino Unido, onde a necessidade doméstica de fortalecimento de um Cameron pobre de espirito, fraco de inteligência e naufrago no seu futuro político, vislumbrou nesta manobra de Referendo a sua própria salvação, como arma de chantagem negocial à mesa da UE.

Tudo junto...podemos estar perante uma Tempestade perfeita...com o resultado do estilhaçar de um original " projecto Europeu ", concebido em Princípios e Valores muito distantes dos actuais e por Estadistas muito superiores à mediocridade geral que reina nas chancelarias europeias..e como diz o ditado popular..." pelo meio quem se lixa é o mexilhão" - entenda-se o europeu médio!

Sem Freio

 

publicado por semfreio às 07:16
Muito bem, concordo plenamente.
É a Europa que temos, propriedade de alguns que nem sequer foram eleitos por ninguém.
José Teodoro a 22 de Junho de 2016 às 10:05
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