" Viver é a coisa mais rara do Mundo. A maioria das pessoas apenas existe " Oscar Wilde
28 de Janeiro de 2015

No dia da Memória revisitei a História para além das circunstâncias ditas " oficiais, aproveitei para me recordar do pequeno, mas enorme, papel de um modesto, mas gigante, funcionário consular português.

Na cidade de Bordéus, um Consul português desobedeceu à infame " Ordem 14", de um estado grande, mas pequeno na altura e, numa atitude de rebeldia, por motivos morais, optou este digno Consul da Humanidade, de seu nome Aristides de Sousa Mendes, dar os necessários vistos a milhares de refugiados.

ESte funcionário público, na decada de ´40 do século passado, deu a nota que, ainda hoje, deve sempre ser o corolário de todos nós...sejamos funcionários públicos ou não. O imperativo moral deve ser o único Tribunal da nossa Acção.

Nos tempos da actualidade, observo com tristeza, os funcionários públicos a actuarem como " máquinas "....sem a capacidade de pensamento e reflexão sobre as suas acções, executadas em nome de Leis e ordenações estranhas e provenientes de critérios impróprios da boa governação.

Aristides de Sousa Mendes personificou a importância de um funcionário público pensar e levar a julgamento da Moral a justiça das suas acções. É um imperativo de Justiça Universal que a Lei injusta e imoral seja desobedecida. O tribunal da Moral existe em cada um de nós e, acredito eu, que é universal e intrínseco ao ser Humano. É neste tribunal da Moral que reside a última e mais importante legitimidade.

Gostva eu de ver, nos tempos ditos modernos, que os milhares de acéfalos funcionários públicos, deixassem de ser meros escribas e máquinas de repetição sem critério, para serem funcionários actuantes e pensadores. Que os funcionários públicos reflectissem na imoralidade da larga maioria das decisões tomadas pela adminsitração pública em cega obediência a um conjunto de leis que na sua natureza são injustas e atacam os mais elementares princípios da existência colectiva e Humana.

Que o dia da Memória sirva para reflectir...para ponderar e ponderar seriamente neste Estado, onde se procuram funcionários públicos que são somente aplicadores automáticos de decisões e leis que primam pela injustiça e negação dos mais elementares Direitos civilizacionais adquiridos.

Sem Freio

publicado por semfreio às 12:08
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