" Viver é a coisa mais rara do Mundo. A maioria das pessoas apenas existe " Oscar Wilde
18 de Outubro de 2016

Caros leitores,

Em um Tempo onde assistimos à entrega de Comendas, medalhas e demais formas de suposta distinção cívica, como se fossem chupa chupas dados pelo merceeiro do bairro a todos os putos, penso que, devemos pensar mais sobre a ilimitada propagação de comendadores, medalhados e demais homenageados, que por nada terem feito!, ostentam em peito de fraca gente, distinções que,foram criadas para distinguir os actos e Homens que de facto deram generoso contributo ao colectivo e mostraram pela sua acção o exemplo a seguir!

No dia de ontem, um amigo de há mais de 13 anos, contou-me a História de seu pai...que eu desconhecia!

Há mais de 50 anos atràs, antes da existicência da ponte sobre o Tejo, este Homem, trabalhava na CUF. Um dia, por revès do destino, escorregou e, um pesado comboio de mercadorias ceifou-lhe um pé numa perna e metade da outra perna. Foi levado de barco para a margem norte do rio - Lisboa - onde uma ambulância o esperava e o levou a um dos hospitais.

Desde esse momento, este Homem, de Subtil seu nome, percebeu que a sua forma de Vida teria que se alterar.

Não se acantonou na pobreza de Espirito, nem se rendeu ao revès do Caminho!...sózinho, levantou-se, tratou de obter uma protese rudimentar - como as que existiam naqueles Tempos! - e, em frente a um espelho, treinou, esforçou-se, levantou-se, equilibrou-se e adaptou-se!

Superou o infortúnio do Caminho e, regressou aos bancos de escola, obteve o curso dos Liceus e, regressou à vida profissional, não como um trabalhador que necessitava do uso completo dos membros inferiores, mas como um administrativo. Fazendo uso de uma mente intelígente, sagaz e determinada, assumiu para si a missão de Lutar pelos Direitos dos demais cidadãos que são portadores de mobilidade reduzida.

Pela sua generosa entrega, pelo seu determinado Espirito e a sua resoluta Luta, deu ao País diversas associações que passaram palavra, que lutaram pelos Direitos dos portadores de mobilidade reduzida, que criaram melhores condições, quer Legais como no entendimento do colectivo, sobre esta situação.

Foi e é um exemplo!...e, nunca necessitou de uma medalha ao peito de comendador...nunca o Poder dos corredores imundos de S. Bento dou do Palácio de Belém lhe atribuíram nada...e, para ser verdadeioro, nem nuca este Homem de " H" maiusculo disso necessitou!

Porventura poucos se recordam ou sabem o seu nome...mas muitos reconhecem a sua obra, o fruto do seu empenho e o resultado da sua missão auto assumida!

Faleceu há mais de 2 anos...sei que deixou tristeza aos filhos e à esposa...mas sei que deixou um exemplo pelos actos que tomou, pelo Bem que resultou do seu incessante combate pelos Direitos dos portadores de mobilidade reduzida!...sei também, porque acredito, que será um exemplo a seguir pelos que vierem, necessitando unicamente que a sua obra e o seu combate de Missão, sejam conhecidos como exemplos a seguir e para tal, não necessita de medalhas ao peito nem de titulos de dúbio merecimento. A sua Vida e obra falam por si!

O meu pedido, meu objectivo é " passar palavra", dar a conhecer este exemplo, que na medida da sua aparente humildade é enorme, é exemplo de Caminho na Vida!

Tinha um pouco mais de 70 anos...chamava-se Subtil...não necesitava de medalhas, mas fez Obra de Verdade, é um exemplo a contar aos mais novos, pois a sua generosa entrega, o seu Espirito de Combate e de Missão pelo Bem colectivo merece e tem que ser conhecido, como um exemplo!

è desta " forte gente" que o poeta escreveu que Portugal tem e que a " fraca gente da liderença" tem vindo a menosprezar e a desdenhar...são Portugueses assim, desta cepa Boa e de Bem que Portugal necessita!...procurem a História, conheçam a Obra, espalhem o exemplo!

Sem Freio

publicado por semfreio às 07:37
22 de Junho de 2016

Caros leitores,

Neste Tempo de incertezas fundamentais relativas ao denominado " projecto Europeu", parece-me importante dar um humilde contributo para reflexão.

Há algum tempo atrás falou-se no Grexit, hoje assitimos à possibilidade do Brexit.

Se no primeiro caso - Grexit - eram os ditadores desta Europa mediocre e pequena a tentarem " varrer a casa" de um parente que sempre foi pedinte, agora, a perspectiva do Brexit nada mais é que os independentistas ingleses a jogarem um velho e conhecido jogo histórico.

O Primeiro Ministro inglês, no passado recente, para obter um confortável apoio eleitoral, prometeu um referendo sobre a saída do reino Unido do " projecto Europeu". Esta aparente jogada politica brilhante, nada mais foi, e é, que uma vil e triste tenataiva de um Primeiro Ministro Conservador, pobre de espirito, politicamente incapaz e sem a necessária sagacidade e perspectiva de futuro que é exigida a qualquer aspirante a líder.

Cameron, com base nesta chantagem de " Referendo", negociou importantes acordos com a Comissão Europeia, onde, por via de chantagem, obteve aquilo que a História comprovadamente nos ensina sobre o pensamento diplomático de domínio Inglês, assente numa ímpia triologia de chantagem, de duplicidade negocial e de uma aplicação de tudo vale tendo em conta os resultados.

Neste "projecto Europeu", onde o Reino Unido aderiu após ter constatado o fracasso da sua mediocre criação da zona EFTA, foi diminuindo na sua essência criativa, que deu origem à velha, mas politicamente brilhante " Comunidade Europeia do carvão e do Aço", que teve na figura de Jean Monnet um dos seus mentores e na famosa Declaração  Schuman.

O " projecto Europeu" foi sendo construído, com base no pensamento estratégico de longo alcance de homens - aliàs Estadistas - como Jacques Delors, François Mitterrand e Helmut Koll, contudo, sempre teve do seu âmago um cancro.

Uma crescente máquina adminsitrativa, sem rosto nem nomes, que, para além de servirem como " lar de reforma" a politicos retirados, era e é também, uma impessoal máquina de criação e manutenção de poderes sem escrútínio nem sujeitos ao democrático e essencial sufrágio popular directo. Um " projecto Europeu" que, na sua essência democrática de união politica e económica dos povos da Europa, teve como um dos seus mais importantes passos, as suas primeiras eleições democráticas directas para o Parlamento Europeu em Junho de 1979, foi vendo, ao longo dos anos, transformar a ideia criadora inicial, num projecto de reforma dourada para velhos e acabados políticos, numa cresce dourada para "jotinhas" sem formação outra que o acto do " lambe botas", pseudo eurodeputados em férias de luxo e um sempre crescente número de funcionários adminsitrativos, sem rosto nem cultura democrática que se limitam a aplicar regras cegas, sem sentido na maioria dos casos e com regalias adstrictas às suas funções muito acima do que seria correcto uma Europa em crise económico financeira e industrial poder pagar!

A tudo isto convem ainda mencionar que , deste inicial " projecto Europeu", criado com base em Princípios e Valores com os quais o autor deste humilde texto se revê e partilha, celulas cancerigenas sempre estiveram à espreita. Recordemos a imposição Grega em , somente aceitar á adesão de Portugal e Espanha ao " projecto Europeu" - CEE naqueles tempos, se lhes fosse conferido um susbtancial alargamento dos fundos!

Nos tempso mais recentes, temos um " projecto Europeu" governando por uma ex lider politica faccionária, que, em resultado da queda do Muro de Berlim, tomou as redeas do poder numa Alemanha, que sendo um dos principais motores desta Europa Económico Industrial, fez sobressair o revanchismo de tempos sem memória e de pensamentos de domínio que a História nos ensina como Ditaduras!

Por outro lado, Portugal, Espanha, entre outros - que não os Gregos que sempre na sua História moderna viram oportunidades para saquear e viver por conta dos outros! - não souberam nem quiseram optar por aceitar o desafio do Mercado Comum, modernizando-se, adaptando-se e crescendo na sua forma de criar e gerir riqueza nacional. O resultado, como todos nós percebemos e tristemente constatamos é uma Europa com diversas velocidades, a ser desfeita e cada vez mais distante do seu incial conceito, com crescentes tensões de natureza económico financeira, e pela inqualificável incapacidade de entendimento e partilha que é devido por todos os seus Estados membros. O conceito de adesão ao " projecto Europeu" significava na sua básica essência a partilha de recursos, com base no entendimento das dificuladades dos Estados momentaneamente menos capazes mas que, deveria e queriam evoluir e crsecer. Nestes Tempos, temos uma Europa de Estados pedintes e uma Europa de esgotados Estados doadores, pelo meio, Estados membros como o Reino Unido, onde a necessidade doméstica de fortalecimento de um Cameron pobre de espirito, fraco de inteligência e naufrago no seu futuro político, vislumbrou nesta manobra de Referendo a sua própria salvação, como arma de chantagem negocial à mesa da UE.

Tudo junto...podemos estar perante uma Tempestade perfeita...com o resultado do estilhaçar de um original " projecto Europeu ", concebido em Princípios e Valores muito distantes dos actuais e por Estadistas muito superiores à mediocridade geral que reina nas chancelarias europeias..e como diz o ditado popular..." pelo meio quem se lixa é o mexilhão" - entenda-se o europeu médio!

Sem Freio

 

publicado por semfreio às 07:16
10 de Setembro de 2015

 

Caros leitores,

Portugal assistiu no dia de ontem ao debate sobre as botas do pedinte.

Os 2 proto candidatos á (des) governação de Portugal para os próximos 4 anos, trocaram argumentos de fraco ou inexistente conteúdo. Uma espécie de duelo de cegos sem espadas.

O actual primeiro ministro, um jotinha de carreira com ares de tecnocrata insistiu em realçar o que ele entende como “ as difíceis condições em que assumiu o país”, esquecendo-se da miséria que plantou e da pobreza generalizada que semeou e que pretende continuar a semear, ao tom do já conhecido “ (…) ai aguente, aguenta!(…)” de um certo pseudo banqueiro Ulrich.

O denominado líder da oposição, omitiu a forma vergonhosa como assumiu o lugar de líder do ps, e do enorme aumento de taxas, coimas, multas e demais impostos municipais que implantou em Lisboa, isto já sem falar da falta de organização que, em todos os invernos acarreta cheias para os comerciantes da capital.

Ambos se apresentaram como virgens impolutas, cujo único pecado e vontade é o de querer “ servir Portugal”!...mas ambos se esqueceram que na verdade ambos se têm servido de Portugal, que ambos são os abortos vivos de uma democracia em estado comatoso, que vegeta entre alternativas ditas eleitorais, mas que nos conduziram em 40 anos, à continua destruição do país.

Uma economia dominada por um grupo de adeptos do mercado controlado. Um país em atraso social e cultural. Uma cultura de aproveitamento sistemático do Estado para corruptas elites partidárias e económicas.

Sobre os reais problemas dos cidadãos nada disseram. Ambos os actores deste mau espectáculo de opereta barata, limitaram-se a trocar argumentos débeis e sem compreensão, escondendo a realidade tão alargada e nefasta que os aproxima.

Observo a História dos últimos 40 anos de vida nacional e, tendo em atenção os resultados e os votos de passadas eleições, chego à inevitável, mas triste, conclusão: os portugueses têm os lideres que merecem e que querem!, pois afinal existem mais forças politicas que não os denominados “ partidos do arco da governação” para governar!...mas siga o circo com os mesmos palhaços, com o mesmo número de pantomina estafado e fraco, pois os espectadores nada mais querem ou desejam.

É o espectáculo dos tristes!

 

Sem Freio

publicado por semfreio às 19:27
21 de Agosto de 2015

O calendário indica que na data de hoje, há 600 anos no passado, um pequeno reino europeu conquistou uma igualmente pequena cidade do norte de áfrica.

Com a conquista de Ceuta, Portugal deu início ao que na actualidade, os ditos comentadores denominam de “ Globalização ”.

Para os que conhecem a História, os que sabem ler e entender o evoluir da História, sabem que, as reais razões desta invasão de Ceuta se devem a 3 grandes factores: Um Rei que se queria impor e para tal socorreu-se de uma suposta promessa a seu falecido pai; um reino onde a sua classe nobre queria e desejava honrarias, títulos e benesses e por fim, uma ainda insipiente classe de mercadores que desejava obter ganhos com uma sonhada conquista de um ponto avançado de futuras trocas comerciais com África e as suas riquezas.

Tudo feito a coberto de uma propalada “ divulgação da Fé de Cristo”!

A História diz-nos isto de forma clara e sem dúvida!

Seis séculos depois a denominada “ Globalização ” persiste e ganha terreno, mas os factores são os mesmos.

O que hoje denominamos de “ Globalização ” mantem-se fiel à gula dos novos mercadores, agora designados por mercados. O saque continua a ser um dos principais motivadores desta infernal campanha denominada de “ Globalização ”. Os “ nobres” da época moderna, agora designados de grandes empresários, os denominados ceo’s e cfo’s, querem mais honrarias e benesses, numa gula sem hipótese de saciedade.

Face à crescente insaciedade dos novos “ mercados”, um grupo de donos de imenso capital, operam políticas a coberto de mercados globais, onde tudo sucumbe à voracidade do lucro sem olhar a responsabilidade social. A gula moderna de ganhos é de tal dimensão que engole países e regiões do globo sem olhar a povos, sem contemplar o meio ambiente e sem pensar no futuro das novas gerações.

Tudo é feito a coberto da nova fé, a que os comentadores de serviço, os novos vassalos, denominam de “ democratização”!

Afinal nada mudou…apenas se alteraram as designações, como mandam as regras do marketing...até os idiotas contiuam a acreditar nos que lhes é " vendido", acéfalos e acriticos!

Sem Freio

publicado por semfreio às 20:37
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